A verdade vos libertará 

Eu sempre escrevo para o passado, para o futuro e para mim, o presente. Ontem conversando com a Angélica, minha colega de casa mexicana, ela me disse algo que vale a pena pensar. Tudo o que acontece, tinha que acontecer da forma que aconteceu. Apesar de relutarmos muito para compreender o ciclo do universo, e eu, em ter grandes dificuldades de aceitar as maldades que foram feitas contra mim, de fato tudo o que aconteceu meio que estava escrito para ser, me trouxe até aqui, não pode ser alterado, não pode ser revivido é definitivamente não pode ser rejeitado.

Toda vez que peço orientação sempre me é dito que eu sou presa ao passado, que não consigo me desvencilhar das ideias antigas, dos sonhos antigos. Obsessão. Apego exacerbado sobre algo que, não deveria existir, porque nem existe mais. Só que eu não sei, parece difícil, como se eu tivesse colocado tanta coisa por cima para simplesmente não enxergar isso. Será que eu gostaria de ter o passado de volta? Sim. O quão mal isso me faz sentir, não sei. Será que inconscientemente eu espero que ele se arrependa? Sim. Isso não é bom de forma alguma.

O passado está lá porque deve estar. Não era pra você ficar com ele Yasmin, por mais que você quisesse muito. Aceite que ele é o presente de outra pessoa, de alguém que faz muito melhor para ele do que você. Aceite que o melhor para você hoje é estar só. Aceite que você viveu o que tinha que viver e que ele fez o que tinha de fazer. Apego… deixa isso pra lá, a dor, o ódio, as lembranças, a vergonha, a saudade. Deixe os mortos no reino dos mortos, deixe os velhos sonhos, a velha vida. Se permita de fato viver o hoje. Nunca se sabe o que pode acontecer.

É difícil aceitar pois acreditamos piamente saber mais sobre nossos futuros que o próprio universo. Misto de ingratidão com fixação. O melhor que eu poderia viver é o que eu estou vivendo. No fundo eu sei que seria eternamente frustrada por não ter tido as experiências que tive. Não sei ao certo se sou apaixonada por ele ou pelo ideal de vida que imaginava . A mágoa vem do fato de terem arrancado meus sonhos, como uma criança birrenta quando perde o brinquedo. Não importa se você dê um melhor, ela sempre vai supervalorizar o que perdeu.

Então seria aceitar ou abraçar ? Seria descansar? Confiar? Deixar ir … talvez  aquele apego gigante a ideia que já morreu seja mais como medo, medo de nada melhor chegar, ou até mesmo medo que se chegar… partir. Não é  o medo da chegada, é o medo da partida. É como se eu fosse uma criança que não quer deixar ir o bixinho de estimação morto porque não sabe se sobrevive sem a ideia de tê-lo.

Então sendo clara, não esqueci porque não quero esquecer. Não quero deixar ir, não quero perdoar. Parte de mim pelo menos. Vamos respirar… seguir nesta viagem e pedir ajuda. Preciso de ajuda.

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