Arcano da vida

Guardei meu coração pra não sofrer, pra não errar, pra não sangrar e sangrei. Parte de mim dizia ser bom, ter sido o que foi, ter feito o que fiz… Parte de mim só quis, chorar, sumir, voltar, fugir. Cresci. Fiquei mais velha em anos e em idéias, fiquei mais cautelosa, fiquei mais séria… É ao mesmo tempo mais leve, mais livre… Antagonica. 

Toda a paz que eu queria ter, eu tenho, todo o sonho que sonhei já vivi, afinal o que é ilusão e o que é realidade, as vezes a ilusão se torna real, as vezes a realidade se torna ilusão, mais uma das infinitas linhas tênues da vida, mais um dos tantos paradoxos.

Porque das dores que surgem tanto as lágrimas quanto os risos, porque da escalada surge o cansaço e o abrigo. A roda da fortuna, o mundo, o sol… O diabo, o louco, o papa, a morte, inícios e términos, chegadas e partidas, o ciclo da vida que sempre gira.

Entrei na espiral das cores amigos, entrei e entendi que até no preto existe beleza, que o opaco é necessário, que o bege também tem graça. As pessoas supervalorizam o “bom” vinculam paz a sensação de euforia. Acham que euforia é felicidade. Felicidade é ter paz. Ter paz é entender as fases, os ciclos, os fins e os começos. Na verdade não seria ter paz, e sim ser paz. Quando se é paz, nada te tira do teu eixo… Pois você sabe que tudo esta em você.

Namastê 🙏

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