Eu sou o espelho do outro.

Nos mutilamos todos os dias, quando não olhamos os outros nos olhos. Quando não nos inclinamos, quando não nos preocupamos. Há tanta coisa lá fora, há tanto a se descobrir… estamos tão perdidos nessa trip louca. Esquecemos quem somos, quem fomos, pra onde voltaremos.

Meu irmão sangra na minha frente e eu não vejo, ele sangra porque não entende… ele fere porque quer sentir, sentir algo além deste vazio. Não posso julga-lo por reagir diferente de mim, eu também machuco, eu também sangro. Não há evolução sem sofrimento, não há evolução sem morte.

A gente pensa em matar nosso irmão devido as feridas que ele nos fez, mas ele só estava se debatendo, sofrendo, morrendo. Eu demorei a entender, “fiz o que tinha que fazer” estava destinado a ser assim, eu sangrei, ele sangrou, eu morri e ele morreu. Eu não sou melhor, ele não é melhor… não é uma competição. Ele tem seu caminho, eu tenho o meu, sós desta vez. Aprendi muito, olhei o mundo por outra janela e agora é hora de deixar a mágoa de lado também.

E o que é a justiça? E o que é o certo? São só palavras. Aconteceu o que tinha de acontecer, ele fez o que tinha de fazer, não queremos… mas acontece, lutamos contra, mas perdemos. Predestinação… aceito, confio. Há tanto para se conhecer lá fora. Sejamos mais misericordiosos, todos erramos, todos estamos sujeitos a errar. Fé, esperança e amor.

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