Filha pródiga

Hoje me deu vontade de falar da minha família. Não faz parte dos meus posts de despedidas, não faz parte dos desabafos… Gratidão é o post da vez.

Por anos eu não entendia meus pais, achava que eles queriam me oprimir com suas regrinhas e seu jeito de ver, eu queria ser ouvida, vista, queria ser descolada, rebelde sem causa… Buscava uma autenticidade que é mentirosa, porque quando se copia alguém não se esta sendo nem um pouco autêntico.

Meu período de dor e casulo, me fizeram entender muitas coisas a respeito dos meus papitos. Na maioria das vezes eles estavam certos, e mesmo estando não jogaram na minha cara nenhuma vez o típico… Eu te avisei. Eles ate quebraram as próprias regras para me verem sorrir… É eu que antes me sentia sozinha no ninho, me senti protegida.

Tivemos muitas conversas e foi dificil destrinxar a alma. Eu não me abria muito, sempre achei difícil me abrir. Dissequei os sentimentos e me expus de uma forma que não restasse mais nada… Ate por que só tinham escombros. E ali, naquele dia, sentada na poltrona da sala, eu, Papi, mami e irmazinhas… Chorei, chorei e ouvi… ” filha deixa ir, você esta livre”. 

Esse vínculo que criamos este ano, essa cumplicidade, esta união, de almas , de vidas… Eu reclamava que me sentia sem lar…até  que finalmente voltei pra casa.

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