Road

pes descalsos

Como sempre esta frase se tornou praxe neste blog, “faz um tempo que eu não passo por aqui” kkkk nem vou mentir, não é correria, é falta de inspiração. Talvez seja um demonstrativo do que venho sentido, uma total e absoluta ausência de inspiração. Na vida, nos sonhos, na arte, nos dias. Embora hoje o céu esteja azul e o sol esteja brilhando, embora eu tenha comida, bebida, casa, roupa… embora meus problemas sejam pífios comparados aos problemas alheios… cá estou sem inspiração.

A gente corre, corre, galopa rumo a algo, rumo a alguém, torce para que a estrada enfim termine, pra que o tão sonhado destino chegue, para que a jornada valha a pena. A gente tem esperança que no fim tudo vai responder, os buracos, as quedas, os machucados, as curvas, a gente torce. Uns se enganam, se enganam na vida, desenham um paraíso, desenham um fim, mas não há ninguém que tenha chego no fim e retornado para contar como é.

E se o fim for só um sono, e se esse sono é o descanso sonhado sem problemas, sem dúvidas, sem incertezas? E se o fim for uma sala cheia de mais perguntas? E se… e se…

Ultimamente eu estou tentando abstrair, tentando viver o hoje, tentando descobrir o que sou, o que quero, lutando muito para viver minha própria vida… deixando muitas coisas para trás. Tenho medo. Tenho medo que estas minhas escolhas me custem o fim  que me foi pregado, medo que minhas duvidas na veracidade declamada seja perigosa, medo de me perder, medo de não me encontrar, medo. E nessa insegurança da descoberta, ou redescoberta, vem o peso de decepcionar os outros. Logo eu que passei minha vida fazendo o que queriam que eu fizesse, o que diziam era certo fazer, agora estou  cheia.

Todas essas regrinhas de etiqueta, toda essa vibe de bons modos, boa educação, toda essa falsidade fantasiada de cortesia, essas palavras venenosas que vem cheias de charme e glamour. Você não pode fazer isso porque vão pensar isso, não pode fazer aquilo porque vão achar tal coisa, não pode, não pode, não pode. Aaaaaah preguiça, de alimentar mais essa merda, vontade de fazer o que quero, quando quero e como eu quero, e a angustia enorme de saber que nunca vai ser assim.

Hoje termino o post sem discurso bonitinho, sem conselhos de estimulo, sem lado positivo. A verdade é que cada vez mais tenho vontade de caminhar sozinha.

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